Sun Yang e Katinka Hosszu douram o terceiro dia da natação

Depois do ouro de Londres nos 400 e 1500 livres, Sun Yang junta o ouro nos 200 livres à prata que já tinha conquistado nos 400 no Rio de Janeiro.

O sul-africano Chad Le Clos, especialista da mariposa, tendo conquistado ouro e prata em Londres 2012, conseguiu nadar para a prata nos 200 livres, confirmando a evolução que vem mostrando nesta especialidade.

O bronze foi conquistado pelo norte-americano Conor Dwyer, apenas a três centésimas da prata.

O britânico James Guy, 6.º nos 400 livres, foi 4.º, seguido de Francis Haas dos EUA e do ainda recordista mundial, o alemão Paul Biedermann foi 6.º, o nipónico Hagino 7.º e o russo Krasnykh 8.º.

Katinka Hosszu quer mesmo perpetuar o seu nome e justificar o epíteto de ‘Dama de Ferro’. A recordista mundial dos 100 costas consegue uma ponta ao seu nível para arrebatar o segundo ouro olímpico no Rio 2016.

Kathleen Baker dos EUA foi a 2.ª classificada enquanto o bronze tem direito a dupla subida ao pódio.

Kylie Masse confirma a sua subida nos rankings mundiais e depois de ter batido o recorde canadiano alcança o pódio olímpico. Elaine Tanner, prata em 68, e Nancy Garapick, bronze em 76, antecederam Masse como canadianas medalhadas olímpicas nos 100 costas.

Já Yanhui Fu faz história para a China, a primeira medalha olímpica de sempre do país nos 100 costas, masculino ou feminino!

Mie Nielsen da Dinamarca foi 5.ª, Olivia Smoliga dos EUA 6.* e as desilusões vieram da Austrália, onde a candidata à vitória Emily Seebohm se quedou pelo 7.º lugar e Madison Wilson foi 8.ª.

Nos 100 costas masculinos foi o norte-americano Ryan Murphy a obter o ouro olímpico com novo recorde da competição.

Jiayu Xu viu a sua compatriota e também atinge o pódio. Até 2016 nunca a China tinha ido ao pódio olímpico nos 100 costas, agora consegue bronze no feminino e prata no masculino!

O bronze foi para o também norte-americano David Plummer. O australiano Mitchell Larkin e o francês Camille Lacourt ficaram aquém de um pódio a que eram candidatos. O russo Rylov foi 6.º, o japonês Irie 7.º e o romeno Glinta, a surpresa da final, o 8.º.

A polémica que Lilia King alimentou viu as bancadas incendiarem-se em assobios à russa Efimova. A norte-americana venceu com novo recorde olímpico os 100 metros bruços mas, como a própria Yuliya Efimova indicou e muitos elementos atentos ao fenómeno desportivo avisam, se há nação que não pode ‘atirar pedras’ sobre batota e doping às restantes é mesmo os EUA, onde o caso Balco foi ‘varrido’ para debaixo do tapete e sabe-se que muitos dos envolvidos continuam a trabalhar de forma bem próxima com o desporto dos EUA, onde o escândalo Lance Armstrong apenas veio a público por muita insistência investigativa jornalística e contra as próprias autoridades desportivas e de anti-dopagem, entre muitos outros casos que denunciam facilmente a dualidade de critérios.

Lilia King confirmou o favoritismo nas eliminatórias, onde foi a mais rápida e bateu na final Yulya Efimova, que arrebatou a prata, e a norte-americana Catherine Meili foi bronze.

A chinesa Jinglin Shi foi 4.ª, Rachel Nicol do Canadá 5.ª, Hrafnhildur Luthersdottir da Islândia 6.ª – a surpresa na final – enquanto desiludiu a lituana Ruta Meilutyte, recordista do mundo a denotar uma forma menos boa nesta altura. A jamaicana Alia Atkinson foi a 8.ª.

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O título olímpico feminino de Sevens é australiano

A Austrália faz história e torna-se na primeira selecção feminina campeã olímpica de râguebi, confirmando o favoritismo granjeado com o título na Série Mundial de Sevens.

A final foi diante da Nova Zelândia, que até começou melhor o encontro, terminando contudo claramente derrotada por 24-17, tendo realizado as ‘Black Ferns’ o derradeiro ensaio e conversão já para lá do tempo, amenizando o marcador final de 24-10 para 24-17.

Diga-se que a Austrália não apostava muito nos Sevens quando a modalidade começou a expandir-se e a captar adeptos. Foi a decisão do COI em incluir a vertente no movimento olímpico que observou a federação australiana a decidir apostar seriamente, em masculino e feminino, surgindo no Rio de Janeiro como candidata nos dois torneios.

No teste realizado no Brasil há dois anos já as australianas haviam dominado as neozelandesas.

A maior surpresa chegou do Canadá, que vê as suas jovens conquistarem um bronze claro, esmagando a Grã-Bretanha (33-10) no jogo de atribuição de medalha.

EUA ficou em 5.º, França em 6.º, a Espanha foi 7.ª e as Ilhas Fiji ficaram com a 8.ª posição.

Histórica dobradinha russa no Sabre Feminino

Stanislav Pozdnyakov e Sergey Sharikov já haviam conquistado ouro e prata no sabre para a Rússia em Atlanta 1996, a primeira ‘dobradinha’ de sempre para a esgrima russa, imitada agora por Yana Egorian e Sofiya Velikaya, também no sabre, que colhe as preferências russas entre os três modelos olímpicos da esgrima.

Sofiya Velikaya falhou o bronze no último combate em Pequim 2008, em Londres foi vice-campeã olímpica, em 2011 e 2015 foi campeã do mundo. Nascida em Alma-Ata (Almaty), no actual Cazaquistão, a esgrimista de 31 anos repete o feito que não desejaria – campeã do mundo em título a atingir a final mas a ceder aí. Mãe de duas crianças, Sofiya é casada com outro medalhado olímpico, o lutador de greco-romana Alexey Mishin, campeão em Atenas 2004 nos 84 kg e que ultimamente tem prestado atenção ao jiu-jitsu brasileiro.

O ouro foi para a jovem Yana Egorian que, como o nome indica, nasceu na Arménia em Dezembro de 1993. Estrela do sabre nas provas jovens, com duas medalhas de ouro nos I Olímpicos da Juventude em 2010, consegue surpreender as rivais para conquistar o título olímpico, confirmando o estatuto, 2.ª do ranking mundial apenas atrás da colega e rival na final de hoje, Velikaya.

Olha Karlan da Ucrânia repete o bronze de 2012, confirmando o 3.º lugar do ranking FIE.

A França é que continua afastada das medalhas na esgrima. Manon Burdet ficou em 4.ª e Cecile Berber, vice-campeã do mundo, ficou-se pelos quartos-de-final, a par da tunisina Azza Besbes, da russa Dyachenko e da italiana Gulotta.

Japão recupera o ceptro da ginástica masculina

Depois da China ter assumido o grande protagonismo na Prova de Ginástica de Equipas Masculinas em Pequim 2008, algo que apenas tinha sucedido em Sydney 2000, conseguiu segurar o título colectivo masculino em Londres 2012 e no Mundial de 2014 voltou a subir ao mais alto lugar do pódio.

Como tal, eram os ginastas chineses que partiam como favoritos para esta competição. Venceram a qualificação, adiante de norte-americanos, russos, japoneses, britânicos, brasileiros, ucranianos e alemães.

Na final fica a triste nota para a Ucrânia, que não tendo hipóteses de pódio optou por preservar os seus ginastas para as provas individuais, lançando somente dois em quase todos os aparelhos finais e deixando uma péssima imagem para si numa final, teria sido preferível não se ter apurado, pois Suíça, Holanda, França ou Coreia do Sul não desdenharia a oportunidade.

O Japão não começou bem e na primeira rotação, ficando no cavalo com arções, quedou-se quase dois pontos abaixo de Rússia, que arrancou com uma boa liderança. Nas argolas perde quase um ponto para os russos. Na segunda rotação eram Alemanha, Brasil e Grã-Bretanha a seguirem no encalço dos russos.

É no salto de cavalo que o Japão começa a recuperar, a Rússia mantém dois pontos de avanço mas já são os nipónicos em 2.º, competindo a par nas rotações. A falta de competição ucraniana, o par dos alemães, poderá ainda ter condicionado a evolução da equipa germânica, que começa a perder fôlego na barra.

Nas paralelas os japoneses voltam a ganhar pontos aos russos, agora com uma vantagem de cerca de ponto e meio. A decisão do ouro e prata parece definida e restringida a estes dois conjuntos.

Uma bela prova na Barra vê os japoneses ultrapassarem os russos na penúltima rotação, ficando apenas separados por duas décimas. A China assume o bronze com um notável exercício dos seus três ginastas nas Paralelas, a melhor pontuação parcial da competição (47,866).

Japão e Rússia fecham no solo e os nipónicos dão um festival, 47.199 no conjunto, mais 2.4 pontos que os russos, o ouro olímpico estava entregue e o Japão recuperava  um título que havia conquistado em 2004 e que deteve ininterruptamente entre os Jogos romanos de 60 e os de 1976 (recordando-se que não participou nos de 1980, onde era favorito para perpetuar esse domínio)!

A China conquistou o bronze, algo inédito na ginástica chinesa. Na prova colectiva os chineses haviam sido ou campeões ou vice-campeões olímpicos, nunca fizeram um pódio em 3.º nos Jogos Olímpicos, até ao Rio de Janeiro.

Na última rotação a Grã-Bretanha arrebatou o 4.º lugar aos EUA. O Brasil foi 6.º, Alemanha ficou em 7.º lugar e a Ucrânia última.

 

Tailândia controla os halteres

Sem presença chinesa relevante nos 58 kg femininos, quando havia vencido o título olímpico nas últimas três edições, apenas não o fazendo na estreia em Sydney 2000, a Tailândia continua a adicionar medalhas ao seu pecúlio e à prata e bronze de Londres 2012 nesta categoria adiciona ouro e prata, sagrando-se campeã olímpica Sukanya Srisurat adiante da compatriota Pimsiri Sirikaew, que repete a prestação de 2012. Hsing-Chun Kuo de Taiwan garante a segunda medalha da ilha no halterofilismo em 2016 com o bronze, tendo falhando a tentativa de assalto ao ouro.

Longe deste trio ficaram a equatoriana Maria Alexandra Escobar Guerrero, Mikiko Andoh do Japão, a dominicana Yuderqui Maridalia Contreras, a colombiana Lina Marcela Rivas Ordoñez e Monica Domínguez de México completou o top 8, que garante o importante diploma olímpico.

Nos 62 kg masculinos a China também chega ao Rio 2016 a defender um tri título olímpico e o campeão do mundo de 2015, Lijun Chen, está presente na competição.

Uma lesão no mês passado, quando realizava um dos últimos treinos antes de viajar para o Rio de Janeiro, deixou o favorito colombiano Francisco Mosquera, vice-campeão do mundo, de fora da prova, tendo os sul-americanos ainda a hipótese de medalha com o 3.º de Houston, Oscar Figueroa, que subiu de categoria depois de ter sido prata nos 56 kg em Londres 2012.

Guozheng Zhang (04), Hui Liao (08) e Qingfeng Lin (12) foram os últimos campeões olímpicos nesta categoria e Lijun Chen parecia seguir esse caminho mas falha os dois primeiros levantamentos do arranco, magoa-se e é obrigado a retirar-se de prova.

Tudo ainda mais em aberto para as medalhas mas sobressai o indonésio Eko Yuli Irawan, que iguala Figueroa no arranco com 142 kg. Ambos subiram de categoria e os dois estiveram no pódio de Londres 2012 nos 56 kg, Irawan foi bronze, no último Mundial foram 3.º e 4.º respectivamente, como tal têm andado sempre juntos nas refregas de levantamentos, o que se cumpriu novamente nesta noite carioca.

Farkhad Kharki nasceu no Quirguistão, criou-se na China e passou a integrar os quadros do Cazaquistão. Esteve para competir nos Jogos Olímpicos de 2012 mas foi retirado à última hora, sagrou-se campeão das Universíadas em 2013 e bronze no Mundial mas foi suspenso por doping, regressando em 2015. Agora conquista o bronze nos Jogos do Rio 2016.

Eko Yuli Irawan da Indonésia volta a quedar-se atrás do colombiano Oscar Figueroa, o segundo campeão olímpico ‘cafetero’ no halterofilismo depois de Maria Isabel Urrutia ter alcançado o, então, feito inédito nos 75 kg em Sydney 2000.

Finalmente, o sonho olímpico de Telma na máxima glória canarinha

O terceiro dia do judo nos Jogos Olímpicos 2016 foi dedicado aos -57 kg femininos e -73 kg masculinos.

Nos femininos Telma Monteiro começou por vencer a neozelandesa Darcina Manuel. No fecho da chave A, face à corrente 1 do ranking, a mongol Sumiya Dorjsuren, com quem até tinha vantagem directa (4-1 nos confrontos anteriores), tinha-a derrotado por ippon na meia-final dos Mundiais de 2014 em Chelyabinsk, mas acabou derrotada no ponto de ouro e por um shido. Se o prolongamento viu a mongol mais activa, a verdade é que durante o tempo regulamentar do combate as atitudes da asiática deveriam ter sido penalizadas.

A derrota retirou a possibilidade de ouro ou prata à judoca lusa, que caminhou para as repescagens. Foi a gaulesa Automne Pavia a defrontar a lusa pela busca de um lugar num dos combates de bronze, partiam empatadas a três nos confrontos anteriores, mas prevaleceu Telma. Pavia via o bronze de 2012 não ser repetido, ela que havia sido arredada da final dos I Jogos Europeus, em Baku 2015, pela portuguesa, que ficará para sempre com a marca de ter sido a primeira campeã dos Jogos Europeus nos -57 kg.

Outra medalhada de 2012, a experimentada romena Corina Caprioriu, prata em Londres, foi a adversária final na busca da tão almejada medalha olímpica por parte da judoca lusa de 30 anos. Cinco combates antes, 3-2 a favor de Telma, que culminou a sua presença com o bronze. Finalmente Telma Monteiro sobe ao pódio dos Jogos Olímpicos.

No outro combate pelo bronze tivemos aquela que será uma das melhores de sempre na categoria, a nipónica Kaori Matsumoto, campeã olímpica e mundial em título, depois de ter perdido o acesso à final num – não normal – descuido seu, que permitiu à mongol Dorjursen projectá-la e atingir o combate pelo ouro.

Apesar de nos campeonatos asiáticos vir fazendo algumas prestações interessantes, não seria expectável que a judoca Chen-Ling Lien, de Taiwan, estivesse na luta pela medalha, mas conseguiu-o justamente, deixando pelo caminho a húngara Hedvig Karakas.

A surpresa chegou com o ouro. Campeã do mundo surpresa em 2013, igualmente no Rio de Janeiro, Rafaela Silva dá o primeiro ouro olímpico ao país organizador nos -57 kg do judo, superando pelo caminho a alemã Roper, a sul-coreana Jandi Kim, a magiar Karakas, a romena Caprioriu e finalmente a mongol Dorjsuren, que confirmou a razão de liderar o ranking em 2016 com esta prata, a primeira para o judo feminino da Mongólia, que tem sete pódios olímpicos no masculino.

Nuno Saraiva não teve um sorteio nada simples nos -73 kg masculinos, soçobrando de entrada para o experimentado húngaro Miklos Ungvari, tricampeão europeu, três vezes vice-campeão europeu, que ficou à porta da medalha olímpica pela primeira vez, outro grande judoca a quem falta um pódio olímpico no historial.

Shohei Ono confirmou o bicampeonato mundial que detém, 13 e 15, com este título olímpico, nuns -73 kg para os quais partia como favorito.

Na final derrotou o azeri Rustam Orujov, que também denotou a boa forma que lhe deu o título europeu em 2016.

Dirk Van Tichelt da Bélgica passou por um momento de menor fulgor mas já tinha dado mostras de retoma nos Jogos Europeus, onde foi 3.º depois de ter sido também bronze nos Mundiais de 2013, no Rio de Janeiro, demonstrando hoje que tem uma predilecção pelo Brasil com este bronze.

O outro bronze foi para o georgiano Lasha Shavdatuashvili, campeão olímpico em Londres 2012 mas na categoria de -66 kg e que tinha sido o vice-campeão europeu em Kazan 2016. No duelo pelo bronze venceu o israelita Sagi Muki.

Itália continua a brilhar no Rio 2016

O dia 3 dos Jogos Olímpicos 2016 foi aberto, em termos de medalheiro, com o Tiro de Carabina a 10 metros, e os italianos somam o seu terceiro ouro olímpico do Rio de Janeiro, num total de nove medalhas já, depois do veterano Pellielo, na sua sétima participação olímpica, ter somado um quarto pódio no Fosso Olímpico, terceira prata.

Foi Niccolò Campriani, que bateu o recorde olímpico na qualificação (630.2) e o recorde olímpico de final (206.1), quem conquistou o ouro na prova, melhorando face à prata de Londres 2012 e tirando melhor partido da ausência dos chineses na final. O número 1 do ranking mundial Yifei Cao foi 9.º, terminando a qualificação empatado com o bielorrusso Charheika mas este a levar a melhor no desempate por tiro mais certeiro. O 2.º do ranking, também chinês, Haoran Yang ficou-se pela 31 .ª posição, muito distante dos oito lugares que deram lugar na final.

A Coreia do Sul, que detinha o ouro de Pequim e Londres por Jin Jong-oh, viu os seus dois atiradores também fora dos tiros decisivos.

Para Campriani ainda existe o tiro de carabina nas três posições, onde é o melhor do mundo e defende o título olímpico. Há um ano, nos I Jogos Europeus, em Baku, Campriani foi vice-campeão na variante em que agora conquistou o ouro olímpico.

Há dois anos, em Granada, o russo Maslennikov era campeão do mundo júnior mas no test event do Rio de Janeiro em preparação para os Jogos foi ele que venceu. Agora Vladimir Maslennikov sagra-se vice-campeão olímpico, mais uma medalha para a Rússia, que já conta com seis, apesar de todas as controvérsias em torno da presença do país no Rio 2016. Desde Sydney 2000, onde obtiveram prata e bronze, que os russos não conquistavam uma medalha olímpica nesta prova.

Na posição de bronze ficou o ucraniano Serhiy Kulish, outro jovem a conquistar o seu espaço no universo do tiro de carabina.

Nota ainda para o campeão de 2012, o romeno Moldoveanu, 19.º na qualificação, para o bronze de Londres, o indiano Gagan Narang, 23.º do apuramento, e para a ‘teen sensation’ actual, o checo Filip Nepejchal, de somente 17 anos mas corrente 3.º do mundo, que ficou-se pela 35.ª posição do apuramento, a última!

Os restantes finalistas foram o indiano Abhinav Bindra, campeão olímpico nesta vertente em Pequim 2008, o húngaro Peter Sidi, 6.º em Londres e Pequim, um dos mais galardoados atiradores do circuito, o jovem bielorrusso Ilia Charheika, 7.º de Londres e vice-campeão europeu em título, o croata Petar Gorsa, bronze do último Europeu, em Gyor, e o ucraniano Oleh Tsarkov, campeão europeu de 2014 em Moscovo.

 

O Fosso Olímpico masculino viu o campeão em título, Giovanni Cernogoraz da Croácia, falhar a entrada na semifinal e disputar uma medalha. O espanhol Alberto Fernández, líder do ranking mundial, também ficou fora, quedando-se pela 17.ª posição do apuramento. O eslovaco Erik Varga, outro dos candidatos, foi apenas 21.º, ele que é bicampeão do mundo, tendo defendido com sucesso o título em Lonato no passado ano de 2015.

Prata em Londres, o italiano Massimo Fabbrizi foi o último a entrar no lote de seis que disputará as medalhas. O campeão de 2008, Kostelecky da República Checa, falhou a final de 2012 mas parece novamente pronto a lutar por nova subida ao pódio, sendo outro dos finalistas, tal como Giovanni Pellielo, que liderou a qualificação, apostado em fazer melhor que o bronze de Sydney e a prata de 2004 e 2008!

A confirmar a qualificação no limite, o prateado de Londres Fabbrizi acabou por ser o 6.º da final, o lugar em que se apurou. O croata Glasnovic fez uma meia-final perfeita, acertou todos os 15 tiros realizados! O britânico Ling e o egípcio Kamar empataram e foram obrigados a um ‘shoot-off’ para decidir qual deles disputaria o bronze face ao checo Kostelecky. Depois do mau arranque na meia-final e de ter ‘dado’ a possibilidade de a Kamar, acaba por ser Ling a atingir o duelo pelo bronze, ele que disputou a final do campeonato do mundo de.2014. O eterno Pellielo, na sua sétima olimpíada, soma a quarta medalha e ruma à final com a ambição do ouro, depois de já ter obtido bronze e prata(s) olímpicos.

O egípcio foi a grande surpresa da competição, posicionado em 56.º do ranking mundial, apenas quatro lugares acima do português João Azevedo, consegue o seu melhor resultado de sempre no Fosso em Jogos Olímpicos, ele que em Granada havia sido 74.º e no ano passado em Lonato 48.º.

 

O campeão olímpico de 2008, David Kostelecky, acaba por soçobrar na luta pelo bronze, depois de ter sido claramente 3.º e o que acompanhou Pellielo e Glasnovic até ao último tiro, e é Edward Ling, que parecia o elo mais fraco da semifinal, a garantir o bronze olímpico. Depois de falhar em Atenas e Londres, o campeão do mundo júnior em Lahti 2002 e vice-campeão do mundo de 2014, oriundo do belo Somerset, consegue finalmente a glória olímpica, a quarta medalha de sempre britânica no fosso olímpico depois do bronze de Maunder  em 1908, do ouro mexicano de Braithwaite em 68 e da prata de Ian Peel em Sydney 2000.

Peliello e Glasnovic repetem a final dos Mundiais de Lima em 2013, que o veterano transalpino venceu. O italiano celebra as bodas de diamante (75) em finais internacionais de Fosso Olímpico com esta presença na luta pela medalha!

Depois de Glasnovic ter sido o primeiro a falhar na final, Pellielo falha dois tiros seguidos e a vantagem passa para o croata, que estreia o país no medalheiro olímpico de 2016.

Josip Glasnovic, campeão europeu em 2013, tinha a difícil tarefa de ‘defender’ o título do país, que Cernogoraz havia obtido em 2012, e esteve à altura da missão depois do compatriora falhar a semifinal. Limpeza no apuramento para o ouro e a medalha maior tem de ser decidida em ‘shoot-off’. Glasnovic não treme e ao quarto tiro consegue mesmo suceder ao compatriota e manter o título do Fosso Olímpico Masculino na Croácia!

 

Depois dos títulos mundiais, a glória olímpica para Sjostrom e a Suécia em nova noite de recordes

Continuam a cair os máximos mundiais da natação nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Sjostrom nos 100 mariposa, Peaty por duas vezes nos 100 bruços, Katie Ledecky nos 400 livres acrescem aos batidos no dia inaugural.

Apesar de nomes fortes como Josefin Lillhage, Anna-Karin Kammerling ou a fantástica e eterna Therese Alshammar, a verdade é que a Suécia nunca havia sido campeã olímpica na natação feminina, mais um feito para a menina bonita da natação nórdica actual, Sarah Sjostrom, conquistar. Depois dos três títulos mundiais, do domínio total nos 100 metros mariposa, onde continua a baixar o máximo mundial, chega a sua primeira medalha olímpica, aos 22 anos, com recorde do mundo estabelecido agora em 55,48 segundos.

O triunfo de Sjostrom foi avassalador ao ponto de dar um segundo à medalha de prata, a estrela juvenil Penny Oleksiak, que surpreendeu todos para esta 2.ª posição.

Oleksiak obteve seis medalhas nos Mundiais juniores de 2015, tem somente 16 anos, já uma ‘millenial’. Nas qualificações canadianas bateu o recorde nacional absoluto e mundial júnior nos 100 mariposa, mas não se esperaria que batesse Dana Vollmer, Mckeon, Ottesen e as chinesas, como fez.

Depois da fantástica Meilutyte, que surgiu há quatro anos em grande estilo, surge uma nova adolescente, fazendo lembrar os anos 90, início dos 2000 da natação, com o constante surgimento de talentos juvenis a baterem os mais velhos. Oleksiak soma a segunda medalha pois fez parte da surpreendente estafeta canadiana que ‘roubou’ o pódio nos 4×100 livres, a outra prova em que é especialista e estará novamente frente-a-frente com Sjostrom e afins.

A mamã Dana Vollmer tem de contentar-se com o bronze. Arlen nasceu há cerca de ano e meio mas a multimedalhada norte-americana regressou às piscinas e soma a sua sexta medalha em Jogos Olímpicos, juntando o bronze ao ouro conquistado nos 100 mariposa em Londres 2012.

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Arlen é o rebento de Dana Vollmer, nascido em Março de 2015. A nadadora continua a brilhar no regresso às piscinas. Foto: http://www.sandiegouniontribune.com

Xinyi Chen e Ying Lu, ambas da China, ficaram em 4.º e 5.º, a japonesa Ikee foi 6.ª, a australiana Mckeon – já medalhada e parte do recorde mundial da estafeta livre – foi 7.ª e Jeanette Ottesen da Dinamarca quedou-se pela 8.ª posição.

Dominador nos 50 e 100 bruços, o jovem britânico Adam Peaty não se satisfez com o recorde do mundo nas eliminatórias, guardou-se nas meias-finais e volta a baixar a melhor marca de sempre na final, passando de 57,55 segundos para 57,13, um segundo e meio adiante do medalha de prata, o sul-africano Cameron Van Der Burgh, que defendia o título de 2012.

O bronze foi para Cody Miller dos EUA, seguido do compatriota Kevin Cordes, do brasileiro João Gomes, do japonês Koseki, o canarinho Felipe França e o cazaque Balandin.

Em quatro anos o recorde do mundo caiu em quase dois segundos. Van Der Burgh nem acreditava quando bateu o máximo mundial em Londres 2012.

Katie Ledecky partia como favorita para os 400 metros livres. Em Agosto de 2014 baixou por duas ocasiões o anterior máximo, que era detido pela italiana Federica Pellegrini desde 2009. Depois de ter sido a primeira – e única –  baixar do segundo 59, agora a norte-americana de somente 19 anos ainda atinge novo ouro olímpico com um recorde mundial de 3.56,46, com quase cinco segundos de vantagem para a segunda posicionada, a galesa Jazz Carlin, que sucede a ‘Becky’ Adlington, campeã olímpica em Pequim e bronze em Londres nesta prova, enquanto o bronze fica com Leah Smith dos EUA.

A noite brasileira, madrugada europeia concluiu-se nos Jogos com a estafeta de 4×100 livres masculinos. Michael Phelps somou a 23.ª medalha, 19.ª de ouro, numa estafeta que incluiu Caeleb Dressel a abrir, Ryan Held no terceiro percurso e Nathan Adrian a fechar.

Depois do triunfo em 2012, os franceses ficaram com a prata. 2.ª em 84, campeã em 2000, bronze em 2008, a Austrália repete o pódio de 2008, batendo a Rússia , 3.ª nos Jogos londrinos.

Taiwan já festeja o hino no Rio e um chinês de recordes

Depois da prata em Londres 2012 e nos Mundiais 2014, Shu-Ching Hsu confirma o título mundial de 2015 com o ouro olímpico para Taiwan, o terceiro de sempre para a ilha ao largo do Mar da China.

Tal como na categoria de -48 kg, sentiram-se várias ausências, como a campeã de 2012 Chinshanlo, a cazaque que continua suspensa por uma análise positiva, assim como a bronzeada Iavu, na altura pela Moldávia, entretanto passou para a Roménia, igualmente suspensa pela Federação Internacional de Halterofilismo por suspeitas na sequência das novas análises aos testes de doping de 2012.

Com a prata ficou a filipina Hildilyn Díaz, um feito pois o enorme arquipélago asiático não obtinha uma medalha olímpica desde 1996, quando Mansueto Velasco obteve prata no boxe, naquela que é a primeira de sempre para as Filipinas no halterofilismo, a 11.ª do país em Jogos. Esta é a terceira presença de Hildilyn em Jogos, mas baixou de categoria face a Londres, com o sucesso que se observa.

De volta ao pódio está a sul-coreana Jin-Hee Yoon, oito anos depois de ter conquistado a prata.

A Letónia sonhou com uma inédita medalha e apenas o último arremesso de Rebeka Roha a impediu de conquistar um bronze que ninguém aguardaria, mas confirmando a bela prestação nos Europeus de 2016, onde conseguiu o bronze. Ainda bastante jovem – foi bronze nos olímpicos jovens de 2014 – é de esperar muito brilho para a báltica no futuro.

Os homens iniciaram hoje a presença no halterofilismo com a prova dos 56 kg e fizeram-no com estrondo. Qingquan Long da China obteve o recorde do mundo e olímpico da categoria com um total de 307 kg, incluindo aí recordes olímpicos do arranco (137 kg) e do arremesso (170 kg).

Depois de ter sido campeão olímpico em Pequim 2008, ainda com idade júnior, não esteve em Londres, regressando agora para nova conquista absoluta.

O campeão de 2012, Om Yun-Chol da Coreia do Norte, conquistou a prata. Para a Tailândia ruma o bronze, a 10.ª medalha do halterofilismo para o país do Sudeste Asiático mas a primeira masculina. Ao pódio sobe Sinphet Kruaithong, que somente subiu a sénior este ano.

Os resultados foram bem díspares entre os finalistas com o vencedor a levantar um total somado de mais 18 kg face ao bronze que, por sua vez, teve uma diferença de 11 kg para o 4.º, o cazaque Chontey.

Garozzo devolve o florete a Itália

Desde Nedo Nadi, campeão olímpico de florete em 1912 e 1920, passando por Gustavo Marzi (32), Giulio Gaudini (36), Fabio Dal Zotto (76), Mauro Numa (84), Stefano Cerioni (88) até Alessandro Puccini em Atlanta’96, a Itália somou ouros no Florete individual masculino. O fantástico Andrea Cassara e Salvatore Sanzo não conseguiram ‘recuperar’ esse título individual, apesar de terem conquistado medalhas, sendo o jovem Daniele Garozzo a retomar a tradição transalpina, batendo na final do Florete o norte-americano de origem grega Alexander Massialas, num duelo entre 1 e 2 do ranking mundial da disciplina.

O polícia italiano é agora campeão olímpico. Convém notar que em Itália, como em França, na Alemanha e noutros países, existem muitos atletas integrados nas várias forças de segurança, nas forças armadas e afins, obtendo assim um salário, tendo uma carreira futura e podendo conciliar tudo isso com os treinos, tudo alicerçado e pensado de uma forma global e nacional.

Há não muito tempo, na China, ambos já se haviam defrontado, num duelo comum. Massialas está a licenciar-se em engenharia mecânica em Stanford e domina também o Mandarim, uma vez que é filho de pai com raízes gregas mas mãe oriunda de Taiwan. O seu pai, Greg Massialas, é uma das referências no treino de esgrima norte-americano, foi suplente nos Jogos Olímpicos de 1976, falhou 80 devido ao boicote e participou nos Jogos de LA’84 e Seul’88, desde 2012 que é o treinador nacional dos EUA em florete. Da família faz ainda parte Sabrina Massialas, irmã mais nova de Alexander, a primeira esgrimista norte-americana a conquistar um ouro em Jogos Olímpicos da Juventude, tendo-o feito em 2014, sendo previsível que participe numas Olimpíadas seniores no futuro.

Desde o bronze de Albert Axelrod em Roma 1960 que os norte-americanos não obtinham uma medalha no Florete.

O campeão olímpico de 2012, o chinês Lei Sheng, ficou-se pelo 21.º lugar. O egípcio Abouelkassem, prata de Londres, foi 11.º.

Os rankings foram ‘respeitados’ com o bronze a ser esgrimido entre nº 3 e nº 4 do mundo, prevalecendo o russo Timur Safin sobre o britânico Richard Kruse, repetindo assim o bronze no Mundial de 2014.

Gerek Meinhardt dos EUA, Giorgio Avola de Itália, Haiwen Chen da China e o brasileiro Guilherme Toldo fecham o top 8.