A globalidade do judo nota-se no medalheiro

O russo Khalmurzaev surpreendeu a concorrência para conquistar o ouro olímpico nos -81 kg masculinos do Judo. O líder do ranking mundial, Tchirikishvili da Geórgia, não foi além do 5.º lugar e o campeão do mundo Takanori Nagase do Japão apenas conquistou o bronze.

Nos Europeus de Kazan, Khasan Khalmurzaev já havia ameaçado, com o título europeu, culminando o seu processo evolutivo com o título no Rio de Janeiro.

A ronda inaugural teve um embate imprevisto, face ao desempenho no Mundial de 2015, enfrentaram-se o francês Loic Pietri, vice-campeão do mundo, e o canadiano Antoine Valois-Fortier, que foi derrotado por este nas meias-finais em Astana, ‘vingando-se’ nos Olímpicos para deixar pelo caminho o gaulês logo de entrada, acabando contudo por findar no 7.º lugar apenas, depois do bronze de 2015.

Para os EUA rumou a prata por via de Travis Stevens. O moldavo naturalizado pelos Emirados Árabes Unidos Sergiu Toma arrecadou o bronze, primeira medalha de sempre na modalidade para o país do Golfo Pérsico e segunda absoluta nos Olímpicos, depois do ouro no Duplo Fosso do Tiro em Atenas 2004.

Nos -63 kg femininos o ranking fez-se ‘respeitar’, a nº 1 do ranking, Tina Trstenjak da Eslovénia, foi ouro, a nº 2 do ranking, Clarisse Agbegnenou, foi vice-campeã olímpica, repetindo-se a final mundial de 2015 no Rio de Janeiro 2016. Trstenjak sucede à compatriota Urska Zolnir como campeã olímpica.

Na posição de bronze ficaram a israelita Yarden Gerbi, campeã do mundo em 2013, vice-campeã do mundo em 2014 e a quem faltava mesmo uma medalha olímpica. A holandesa Anicka Van Emden repete o pódio do Mundial de 2015.

Nos 70 kg a líder do ranking, Kim Polling da Holanda, perdeu de entrada com a japonesa Haruka Tachimoto, na primeira surpresa da categoria.

Esta vitória catapultou Tachimoto para uma notável competição e o título olímpico.

Muitos não saberão que, antes de afamada nas MMA, Ronda Rousey conquistou o bronze olímpico no Judo e precisamente nesta categoria, em Pequim 2008.

Yuri Alvear da Colômbia confirma o seu estatuto de 2 do mundo e obtém a prata olímpica no Rio 2016, melhorando o bronze de 2012 naquelas que são as únicas medalhas ‘cafeteras’ do judo olímpico.

A britânica Sally Conway e a alemã Laura Vargas Koch obtiveram o bronze, quedando-se a favorita espanhola Maria Bernabeu, vice-campeã mundial, pelo 5.º lugar. A campeã do mundo Gévrise Emane perdeu na chave para Sally Conway e falhou sequer o diploma olímpico.

Célio Dias desiludiu na sua estreia nos 90 kg olímpicos, perdendo de entrada para um judoca abaixo do lugar 200 no ranking.

Mashu Baker do Japão foi o vencedor, numa prova onde o campeão do mundo em título e líder do ranking, o sul-coreano Dong-han Gwak, ficou em 3.º

O campeão europeu, Varlam Liparteliani da Geórgia, conquistou a prata olímpica, mantendo a tradição georgiana na modalidade.

Além do sul-coreano, também subiu ao pódio o chinês Xunzhao Cheng. O russo Denisov e o húngaro Toth foram as grandes desilusões desta categoria.

Depois de falhar por completo nos Mundiais de 2015, Kayla Harrison defende o título de Londres com sucesso e é novamente campeã olímpica de judo nos -78 kg, apenas a nona de sempre no judo olímpico a defender o título com sucesso e já ‘lançada’ para o MMA pelos media norte-americanos.

Aqui também prevaleceram os rankings e a prata foi para a 2.ª do ranking mundial, a francesa Audrey Tcheumeo, que havia sido bronzeada em Londres 2012.

Mayra Aguiar deu mais uma razão de sorriso e festejo aos brasileiros com o bronze, repetindo o feito de 2012. Igualmente medalhada foi a eslovena Anamaria Velensek, vice-campeã do mundo em título. A campeã do mundo, Mami Umeki do Japão, foi surpreendida ainda na chave pela húngara Abigel Joo.

Nos 100 kg o ‘nosso’ ‘Jorginho’ Fonseca, jovem luso-são-tomense, foi o que mais trabalho deu ao futuro campeão olímpico, o checo Lukas Krpalek, o que diz bastante do desempenho de Jorge Fonseca, eliminado no segundo combate mas de cabeça totalmente erguida e a noção de que poderá fazer muito mais no judo depois desta prestação.

O difícil combate com o português ‘calejou’ Krpalek para o máximo sucesso olímpico, culminado na vitória final sobre o azeri Elmar Gasimov. O favorito nipónico e campeão do mundo em título, Ryunosuke Haga, ficou em 3.º lugar, tal como o francês Cyrille Maret.

Jorge Fonseca deixou água na boca e promete bastante para Portugal, ele que nasceu no paradisíaco arquipélago de São Tomé e Príncipe.

 

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