A era de Uchimura e a nova ginástica feminina

Se a famosa, agora por outras razões, McKayla Maroney, Jordyn Wieber e Kyla Ross, todas ainda muitíssimo jovens mas já fora da ginástica feminina, parte do quinteto brilhante de 2012, que deu de novo o título feminino colectivo aos EUA, agora – além da excelente Gabrielle Douglas e de Aly Raisman – conta com a soberba Simone Biles, que reforça um novo modelo na ginástica feminina, agora mais potente, pujante, a ‘fugir’ da esteticidade que durante décadas foi marcante e distinguiu seriamente o feminino do masculino.

Madison Kocian e Laurie Hernandez completam a equipa que defende com sucesso o título de equipas de 2012 na ginástica feminina.

Em 2015 os EUA foram secundados por China e Grã-Bretanha no pódio do Mundial, contudo a Rússia conseguiu superar as rivais para se pratear no Rio 2016, defendendo assim o vice-título de 2012, novamente com Mustafina e Paseka mas com as novidades Angelina Melnikova, Daria Spiridonova e a interessante Seda Tutkhalyan, filha de um antigo lutador soviético e nascida na Arménia. Nos I Jogos Europeus de Baku esta equipa esteve irrepreensível e venceu.

A China foi 3.ª da competição.

São cada vez mais os que asseguram Kohei Uchimura como o melhor ginasta de todos os tempos e o japonês defendeu o título de 2012 com sucesso, mantendo o estatuto de melhor da actualidade, sendo o corrente hexacampeão do mundo no All-Around individual!

Campeão europeu e vencedor dos Jogos Europeus, o ucraniano Oleg Verniaiev conseguiu surpreender no All-Around e atingir a prata, acabando por ‘dar razão’ à opção colectiva ucraniana em poupá-lo na prova de equipas, mesmo que tenha sido uma péssima imagem dada com somente dois ginastas em vários aparelhos.

Verniaiev perde o ouro por menos de uma décima (92.365 contra 92.266)!

Max Whitlock da Grã-Bretanha foi 3.º. Apenas 12.º na qualificação, o inglês de 23 anos consegue superar os chineses, os russos o outro nipónico.

Prata em 2012, Marcel Nguyen da Alemanha realizou uma prova muito aquém do aguardado.

Desde Sydney 2000 que o All-Around individual não via dois europeus no pódio olímpico.

Simone Biles chegou e arrebatou todos, batendo inclusive a compatriota – já ela muito potente nas prestações – Gaby Douglas. No Rio de Janeiro confirmou a sua ascensão ao poder na ginástica e obtém o ouro olímpico adiante da compatriota Aly Raisman. Aliya Mustafina sonhava em poder chegar mais longe, depois do bronze em Londres, mas a russa não foi capaz de chegar perto das norte-americanas e fica-se pela 3.ª posição novamente em prova marcada por prestações menos conseguidas da russa Seda Tutkahlian, das italianas Carlota Ferlito e Vanessa Ferrari, da holandesa Lieke Webers ou da suíça Giulia Steingruber, entre outras.

 

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