O slalom França-Eslováquia continua

Durante mais de uma década a canoagem de slalom em canoa foi dominada por dois nomes, o fabuloso francês Tony Estanguet – filho de um canoísta de eleição, Henri Estanguet, irmão de um também medalhado olímpico, Patrice Estanguet, e o não menos fantástico Michal Martikan da Eslováquia, o primeiro a dar um ouro olímpico ao seu país, em Atlanta 1996.

Quando Tony Estanguet se sagrou campeão olímpico em Londres 2012 fez história no desporto gaulês, tornou-se no primeiro do país a vencer por três vezes o mesmo evento olímpico.

Em Novembro de 2012 Tony Estanguet anunciou a retirada da competição, ele que faz parte do comité de atletas do COI, servindo um duplo mandato que correrá até 2020.

Michal Martikan dispensa apresentações, pelo menos para quem conhece um pouco da canoagem em águas bravas. O Mundial, que tem uma periodicidade bienal, viu Martikan no pódio ininterruptamente entre 1995 e 2010! Entre 2007  e 2010 foi campeão europeu e este ano, 2016, a competir em ‘casa’ – Liptovsky Mikulas – subiu novamente ao pódio com a prata, apenas atrás do compatriota Slafkovsky, mas é mesmo Matej Benus quem representa a Eslováquia na prova individual.

Campeão olímpico em Atlanta, vice-campeão olímpico em Sydney e Atenas, campeão em Pequim e bronze em Londres 2012, Martikan é uma lenda da canoa em águas bravas.

O duelo entre Estanguet e Martikan teve um capítulo sucessório no Rio de Janeiro 2016. Gargaud-Chanut tinha Tony à sua frente, campeão mundial em 2011, foi sempre ‘relegado’ para fora dos Jogos Olímpicos face à superioridade do compatriota. A estreia fez-se no Brasil e a ‘herança’ – como tão bem descreveram os gauleses – foi mais do que cumprida, vencendo Denis Gargaud-Chanot a prova de C1 em águas bravas.

Matej Benus, o escolhido para representar a Eslováquia, foi prata na competição, honrando igualmente a sucessão ao seu companheiro Martikan.

Histórico foi o nipónico Takuya Haneda, a conseguir a primeira medalha para o Japão na canoagem olímpica. Haneda vive na Eslováquia desde os 18 anos e é orientado por Milan Kuban, antigo especialista em C2.

O checo Vitezslav Gebas terminou em 4.º e os favoritos Sideris Tasiadis, da Alemanha, prata de 2012, melhor da qualificação, foi 5.º, David Florence, britânico, campeão do mundo, com final em 10.º, e o esloveno vice-campeão mundial Benjamin Savsek, 6.º, terminaram como os grandes derrotados.

O norte-americano Casey Eichfeld, o espanhol Ander Elosegui e o português José Carvalho – belo 9.º lugar e final conquistada – foram os restantes finalistas. Chegou em 2016 o tão almejado desejo e objectivo.

No K1 o favorito checo foi surpreendido pelo britânico Joe Clarke, que assim se consagrou campeão olímpico, algo que nem Paul Ratcliffe (2000), nem Campbell Walsh (2004) conseguiram antes, apenas alcançando a prata nesta disciplina.

Campeão do mundo em 2009 e 2011, o esloveno Peter Kauzer consegue a medalha que lhe faltava no amplo historial, conquistando a prata olímpica de 2016.

Jiri Prskavec chegou aos Jogos como campeão do mundo individual e por equipas, parecia destinado ao ouro mas ainda não foi desta que a República Checa ouviu o seu hino na prova olímpica individual de K1 slalom.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s