A perfeição de Ruolin Chen e o fim do pleno sonho chinês

Em Pequim 2008 Ruolin Chen não tinha sequer 18 anos, que completaria no final do ano, mas aí venceu a Plataforma de 10 Metros e o Sincronizado da Plataforma de 10 Metros, este com Xin Wang, em Londres 2012 repetiu a graça, duplo ouro, no sincronizado emparelhando com Hao Wang. No Rio de Janeiro abre a participação com o ouro no Salto Sincronizado de 10 Metros, com uma terceira parceira distinta, Huixia Liu.

Desde 2007 que Ruolin Chen é campeã do mundo nos Saltos Sincronizados da Plataforma de 10 Metros e vence a Taça do Mundo de Saltos para a Água da FINA nesta disciplina.

O seu impacto nos Saltos para a Água verifica-se desde logo por ter sido a primeira saltadora chinesa a ser campeã do mundo, campeã olímpica e campeã da Taça do Mundo.

No quarto evento dos Saltos para a Água é o quarto ouro chinês, em busca do pleno dourado.

Na posição prateada ficou a parelha malaia Cheong Jun Hoong/Pandelela Rinong Pamg, que surpreendeu concorrentes mais fortes, na teoria, como as mexicanas Espinoza/Orozco, prata de Londres, que ficaram em 6.º, o par norte-coreano ou a dupla britânica.

Esta medalha, a sétima de sempre da Malásia, quarta de prata, segunda medalha nos Saltos para a Água, precisamente por Pandelela Rinong Pamg na Plataforma 10 metros em Londres 2012, onde conquistou o bronze, vale-lhes uma pensão para a vida (bem mais justo face aos serviços prestados ao país comparativamente com o que sucede com muitos políticos).

Na posição de bronze há sangue português na dupla canadiana composta por Roseline Filion e Meaghan Benfeito, esta com avós naturais de Porto Formoso, na Ribeira Grande açoriana.

Esta dupla canadiana defendia o bronze de Londres, foi vice-campeã do mundo em 2013 e 2015 e por certo esperava uma prata no Rio de Janeiro.

Um fabuloso último salto, o quarto melhor pontuado da competição, conjugado com um menos bom de norte-coreanas e britânicas, observou Benfeito/Filion arrecadarem o bronze no último suspiro.

Nos Sincronizados da Prancha de 3 Metros, masculino, Kai Qin, bicampeão olímpico em título,  a fazer par com Yuan Cao, acabou superado pela dupla britânica Chris Mears/Jack Laugher, bronze nos Mundiais de Kazan 2015, atrás dos campeões chineses – e favoritos aqui – e dos russos Kuznetsov/Zakharov, prata em Londres e que falharam redondamente esta prova, terminando-a em 8.º lugar.

Ainda mais surpreendente foi a prata dos norte-americanos Sam Dorman e Mike Hixon. O ‘cupping’ parece ser mesmo muito apoiante na armada norte-americana da natação.

A prova ficou marcada por algo nunca antes visto, com um protesto devido ao acender de uma luz no momento do salto a ser acedido, recusado, a dupla mexicana a preparar-se para repetir o salto e observar a anulação do pedido quando já se encontravam na prancha para realizar novamente o mesmo.

 

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