A Grécia tem uma nova estrela, estende-se o reino de Jong-oh Jin e Al-Deehani escreve história

Já tinha conquistado o bronze no Tiro de Pistola a 10 metros, mas Anna Korakaki sobe patamares e arrecada o ouro nos 25 metros. A jovem de 20 anos já entra na história do Tiro grego e promete muito mais. 5.ª do ranking mundial nesta disciplina, Korakaki não se intimidou com nomes como Boneva, 2.ª do ranking, 8.ª na semifinal, a eterna Nino Salukvadze, nos seus oitavos Olímpicos, campeã olímpica de 1988, que conseguiu surpreender tudo e todos e ascender à final aos 47 anos, apesar do actual ranking de 43.ª e ser mais conhecida pela superior qualidade a 10 metros, foi 6.ª e realizou uma brilhante qualificação, terminando-a em 3.ª, como a chinesa Jingjing Zhang, líder do ranking mundial, que perdeu a medalha de bronze para a suíça Heidi Diethelm Gerber, a alcançar uma histórica medalha com a mesma idade da georgiana, caso para dizer que a maturidade vem com a idade. Campeã europeia em 2011 e 2013, está mesmo na melhor forma da sua vida e culmina com a medalha olímpica uma carreira dedicada ao tiro.

Monika Karsch, número 10 do mundo, obteve a medalha de prata, começando a Alemanha – ao quarto dia – a somar pódios.

No Tiro de Pistola Masculina a 50 metros o sul-coreano Jong-oh Jin torna-se no primeiro atirador a ser campeão olímpico por três vezes consecutivamente numa disciplina, isto depois de ter conquistado a prata em Pequim 2008 e além do triunfo nos 10 metros em Londres. Ralf Schuurman da Alemanha foi campeão no Tiro Rápido em Barcelona, Atlanta e Atenas, falhando contudo o titulo de Sydney.

Alicerçado na confiança adquirida com a vitória nos 10 metros, o vietnamita Xuan Vinh Hoang obtém prata. Nunca o Vietname havia obtido medalhas no tiro, em 2016 soma duas. Ainda mais surpreendente foi o bronze do norte-coreano Song Guk Kim, apenas 67 do ranking mundial, que assegura aos norte-coreanos a terceira medalha de sempre no tiro.

Seung-woo Han da Coreia do Sul, Zhiwei Wang da China, Vladimir Gontcharov da Rússia, Pavol Kopp da Eslováquia e o chinês Wei Pang, a grande desilusão da final, pois partia como claro candidato à prata, foram os restantes finalistas.

Tal como na Pistola a 10 metros, João Costa ficou a dois pontos da final, em 11.º lugar, ele que tinha realizado um belo desempenho na Taça do Mundo de Munique no ano passado, com vitória, ficando naturalmente frustrado por falhar a final, mas continuando a demonstrar-se entre os melhores do mundo.

No Duplo Fosso Olímpico foi o independente Fehaid Al-Deehani, caminho do meio século de vida, oriundo do Kuwait, país pelo qual venceu o bronze em Sydney 2000 e obteve também o 3.º lugar em Londres 2012, mas no Fosso Olímpico.

A exclusão do Kuwait por parte do COI, face a intervenções governamentais, obrigou Al-Deehaini a competir sob a bandeira do Movimento Olímpico, mas ele continua orgulhosamente kuwaitiano e é apenas mais uma face da dualidade de critérios do COI e outras instâncias internacionais. Al-Deehaini havia sido convidado a envergar a bandeira do movimento olímpico, que recusou, naturalmente, afirmando que apenas transportaria a do seu país. Aliás os kuwaitianos encontram-se bem abaixo no ranking mundial devido aos desentendimentos existentes.

O grande derrotado da final foi o jovem australiano James Willett, vencedor do test event há uns meses, vencedor do apuramento como novo recorde olímpico e líder do ranking mundial, que ficou fora das medalhas. Andreas Loew da Alemanha, que igualou Willett na qualificação, passando a co-deter o recorde olímpico, também ficou fora do pódio.

Na qualificação foram diversos os favoritos a ficarem fora da final. O norte-americano Joshua Richmond, o russo Mosin, bronze de 2012 e prata no test event. O maltês Chetcuti, 3.º do ranking mundial, também falhou a entrada na final, assim como o medalhado de 2008, o chinês Binyuan Hu.

Na sua quarta olimpíada – e após falhar as finais nas anteriores – Marco Innocenti de Itália conquista a prata. O bronze foi obtido pelo britânico Steven Scott. Na final esteve ainda Tim Kneale, igualmente da Grã-Bretanha.

Muitas surpresas, portanto, nesta prova.

 

 

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